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Gaudí

Esta é a maquete das naves da Basílica da Sagrada Família, o emblemático templo do catalão Antoni Gaudí. para quem nunca esteve por lá, como eu, a exposição ‘Gaudí: Barcelona, 1900’ é uma revelação de moldes e processos formidáveis e inacreditáveis que nos conduzem ao momento apoteótico de ver tudo aquilo numa pequena reprodução. Se a internet nos disponibiliza vídeos, imagens e aproximações, o mérito da mostra é justamente o de desmembrar todo o assombro da estrutura da Sagrada Família e racionalizá-la — ainda que seja extremamente difícil de entender de catenárias e movimentos helicoidais sem a ajuda de um arquiteto.


Ou seja, quem já viu também pode ver com outros olhos. a mostra ainda faz um pequeno passeio pelo modernismo catalão — do qual o arquiteto procurou se distanciar. Ah!, e embora seja a obra máxima de sua vida — e tomado boa parte dela –, a exposição tem a graça e a surpresa de trazer algumas de suas produções como designer de interiores. Cadeiras e maçanetas excêntricas seguem aquilo que Gaudí postulava como a beleza de um objeto: sua funcionalidade.


O menino que aparece na foto ficou um bocado de tempo apontando para os detalhes e refreando a mão sob o olhar atento do segurança. Eu, que havia passado por tantas maquetes e nada registrado, queria levar ao menos a imagem da grande estrutura das naves. Mas o menino não saía do quadro enquanto eu disparava. No fim, achei que a foto era esta. Ainda que seja árdua a tarefa de tornar acessíveis raciocínios tão complexos — em uma pequena exposição, quase impossível –, a mostra do Tomie Ohtake nos deixa à (e ‘a’) altura de certos pilares, relevos, abóbadas e céus, que quase podemos tocá-los. O assombro é ainda maior no detalhe.

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